“Viagem pelo Mundo dos Coquetéis”, com o jornalista Daniel de Mesquita Benevides, é o novo curso que acontecerá na Mercearia do Conde de 21/05 a 18/06.

Nos cinco encontros programados, os participantes serão levados a uma jornada com muitas referências cinematográficas, musicais e literárias, explorando desde a montagem de um bar até as muitas histórias e curiosidades de coquetéis icônicos, que Daniel conhece como poucos. É o que comprova a coluna Gelo e Gim da Folha de São Paulo, que ele assina semanalmente desde 2020.

Dry Martini, Old Fashioned, Mahnattan, Caipirinha, Margarita e o French 75, o carro-chefe do Rick’s bar em Casablanca, serão algumas das bebidas abordadas nas aulas, que terminarão sempre com seu preparo e claro, a esperada degustação.

Confira abaixo datas, horários, valor e também um descritivo do que te espera em cada aula.

Datas e horários: terças feiras, dias 21 e 28/05, 04, 11 e 18/06, sempre das 18:30 às 20hs

Endereço: Rua Joaquim Antunes, 217 | Jardim Paulistano

Valor: R$980, incluindo cinco aulas + degustações + um voucher de 20% de desconto para o jantar da Mercearia do Conde após a aula.

Informações e inscrições pelo WhatsApp (11) 97313-5041 

 

Dia 21/05 – COMO MONTAR SEU BAR

O nome já diz: vamos falar dos elementos básicos para que os alunos possam preparar os coquetéis clássicos em casa, desde a escolha dos destilados, licores, amari, vermutes, bitters, até o arranjo das taças e copos.

Também vamos destrinchar quais as ferramentas necessárias: da coqueteleira ao macerador, das formas de gelo ao mixing glass.

E ainda as guarnições, os xaropes, sucos de frutas e outros ingredientes não alcoólicos.

Por fim, uma breve bibliografia e a degustação de algumas bebidas que os alunos eventualmente não conheçam, como Mezcal, Chartreuse, Verte, Absinto ou Luxardo Maraschino.

 

Dia 28/05 – FAMIGLIA MARTINI

Menos mafiosa que a família Soprano, mas tão controversa quanto, é a linhagem dos Martinis, a começar do capo, o Dry Martini. 

Vamos traçar a história desse que é o Fred Astaire dos coquetéis, celebrado em filmes, canções, romances, contos e poemas. Buñuel, Cole Porter, Dorothy Parker e Fitzgerald são alguns dos autores que derramaram o Dry Martini em suas obras.

Mexido ou batido (como gostava James Bond), essa é a questão. Outra: qual a proporção de vermute? 

As variações mais adotadas nos bares estão no nosso cardápio também. Ao final, um brinde com o próprio. 

 

Dia 04/06 – DINASTIA BOURBON

A bebida por excelência da terra dos coquetéis – os EUA – é o Bourbon. Como tal, está na origem de muita coisa. 

O Old-Fashioned e o Manhattan são dois dos clássicos absolutos que vamos estudar.

Do primeiro, temos um exemplo maravilhoso em “Mad Men”. Já o segundo está numa das cenas mais engraçadas de “Quanto Mais Quente Melhor”.

Vamos descobrir o que vai bem com Bourbon, quais são as melhores marcas e quais as principais misturas com o uísque de milho. 

De quebra, vamos falar também da Lei Seca, quando a Máfia cresceu com o contrabando de uísque e os bares clandestinos mantiveram a festa no underground.

O brinde será com o Preakness Manhattan, uma variação deliciosa do drinque de Marylin Monroe.

 

Dia 11/06 – OS TRÓPICOS DE CAPRICÓRNIO

Henry Miller vivia em Paris, mas o que ele não faria com os coquetéis deste lado do equador! 

Rum, Tequila, Mezcal e nossa cachaça serão o tema dessa aula. É pouco tempo para abordar tanta riqueza. Vamos tentar.

O passeio passa pelo Caribe, México e Brasil. Eram rotas de piratas e marinheiros, colonizadores e aventureiros, que descobriram no agave e na cana de açúcar uma boa razão para viver (e, do lado horrível, mais uma forma de explorar o trabalho escravo).

Na literatura, são muitas as menções, de Hemingway a Garcia Marquez, passando pelos modernistas de São Paulo e Rio, e alguns regionalistas do Nordeste (Graciliano e Lins do Rego). 

E, claro, há obras-primas do universo etílico com esses destilados: caipirinha, margarita, daiquiri…a lista é imensa.

Para brindar, vamos de Margarita on the rocks, uma maravilha menos conhecida.

 

Dia 18/06 – CHUVA DE CHAMPANHE EM CASABLANCA

Mais uma. O pedido é de outra bebida? Ou para que Sam toque “As time goes bye” de novo?

O que fica na memória é o rosto de Ingrid Bergman e o cinismo estoico de Bogart. 

No bar de Casablanca, o triângulo amoroso pega fogo. Bebidas rodam a granel, a maioria com toques franceses.

País do Champanhe, Conhaque, Calvados e Vermute Seco, a França deu muitas contribuições à mixologia, mesmo que às vezes à sua revelia.

No Harry’s Bar de Paris surgiu o Sidecar, um dos cinco ou seis coquetéis básicos de acordo com os renascentistas do ramo. 

O Ritz virou nome de uma mistura deliciosa, que remete à obra de Proust. E o que dizer do Absinto, pintado e bordado e tomado pelos pintores impressionistas e poetas malditos?

Para terminar o curso, nada melhor que brindar com champanhe, na forma do French 75, o carro-chefe do Rick’s bar em Casablanca.

Que seja o começo de uma bela amizade! Tim-tim!